A ANÁLISE NOS ENSINA NÃO APENAS O QUE DEVEMOS SUPORTAR, MAS O QUE PODEMOS EVITAR. ELA NOS ENSINA O QUE DEVE SER ELIMINADO.

SIGMUND FREUD



sábado, 12 de março de 2011

Atendimento à Terceira Idade

Nesta fase da vida, por vezes, é comum a solidão, o cansaço, a carência afetiva, a incapacidade física para certos trabalhos – que, por sua vez, acarretam uma maior dependência de terceiros – o luto por amigos ou parentes que se foram, o medo da morte… Enfim, são temas que assumem uma importância durante a terceira idade e que merecem o cuidado terapêutico.

Infelizmente, é corrente a idéia de que “idoso não pode fazer terapia, já não dá mais tempo”. Mas aqui propôs uma pergunta: tempo de que? Por que não pode? Eu como psicóloga entendo que o idoso pode sim se beneficiar de um encontro terapêutico, pois poderá dividir com o psicólogo seus medos e alegrias, frustrações e conquistas, relembrando momentos felizes e tristes, ampliando suas possibilidades e recursos de lidar com este momento da vida.

Desse modo, a orientação de um psicológo ajudará o idoso a superar seus medos e frustrações, bem como a aproveitar essa fase da sua vida, objetivando minimizar suas limitações e melhorar sua qualidade de vida.

Atendimento à Adulto

A psicoterapia do Adulto é um processo psicoterápico que procura a compreensão e a mudança da personalidade, em profundidade e ao nível das dimensões inconscientes, possibilitando à pessoa um maior entendimento sobre si própria, transformações do comportamento ou outras mudanças internas que possam estar associadas a sofrimento ou a algum tipo de limitação que esteja a afectar significativamente a sua vida.

No adulto, as dificuldades podem surgir a vários níveis (profissional, social, familiar, amoroso, entre outros), o que poderá desencadear problemas emocionais e psicológicos, geradores de sofrimento. Importa, assim, conhecer e compreender melhor o que poderá estar na origem dessas mesmas dificuldades, de forma a que possam ser elaboradas.

Habitualmente, essas dificuldades, e o sofrimento a elas associado, são transformados, sendo, muitas vezes, adaptativos. No entanto, em alguns casos, a sua persistência, as limitações que provocam e a incapacidade de a pessoa encontrar (por si própria) uma resolução para esse sofrimento, requerem uma intervenção psicoterapêutica especializada.

Pensar estas dificuldades, num espaço seguro e confidencial, em conjunto com um psicoterapeuta, e a partir de novas perspectivas, irá possibilitar à pessoa um encontro diferente consigo mesma (também com lugares mais desconhecidos de si), o que permitirá uma melhor compreensão de si própria, associada à mudança interior e à elaboração do seu sofrimento, ao crescimento emocional e à capacidade de… pensar.

Atendimento à Adolescente


A adolescência é uma fase da vida particularmente difícil. O adolescente vive uma fase de revisão de tudo que já aprendeu até então. As estruturas de personalidade ainda não estão completamente sedimentadas e, portanto, existe muita mobilidade – no sentido de criar novas alternativas. Nesta etapa tudo pode ser modificado.
Estaremos facilitando o processo justamente na época em que o adolescente naturalmente está fazendo a revisão. Ele experimentará a si mesmo no mundo e por isso o material que surgirá na sua terapia é a representação do que conseguiu ser e construir até então. Seu script de vida se mostrará – através de seu corpo, de sua atitude, das suas idéias e sentimentos.



Metaforicamente: é como se tivéssemos uma obra já em fase de finalização e mexêssemos em sua estrutura e, mesmo já estando no acabamento, produzíssemos uma ótima construção. Aí a riqueza que este trabalho pode representar. Decisões acertadas nesta fase irão definir uma vida inteira. É um trabalho poderoso, que irá gerar grandes repercussões na definição da vida futura deste jovem, pois nesta época as decisões básicas da vida – escolha da profissão, escolha do parceiro, viagens – estarão em pauta.

Quando trabalhamos com um adolescente, navegamos pelas características peculiares da fase que ele vive. A psicoterapia deve ter sentido para o adolescente, deve ser adequada às suas necessidades. É como uma dança, ou uma obra-de-arte, onde vamos compondo o cenário a cada instante. É necessário, então, conhecer a fase que o adolescente está vivendo, considerando as influências da época em que vive e também o tom individual que cada um dará a esta fase de transição da vida de criança para a vida adulta – não há como utilizar receitas prontas, pois cada um terá uma maneira diferente de expressar seus anseios.

Algumas das dificuldades que podem ser sentidas pelos adolescentes e devem ser alvo de atenção de um psiólogo, podem ser:

  • Problemas relacionados com o desempenho escolar
  • Problemas relacionados com o corpo e a imagem corporal
  • Problemas relacionados com a alimentação
  • Problemas relacionados com a formação da identidade
  • Problemas relacionados com a sexualidade
  • Problemas de comportamento e agressividade
  • Problemas na vida familiar
  • Problemas depressivos e ansiosos
  • Problemas com a integração num grupo de amigos
Nos adolescentes a psicoterapia facilita a reflexão sobre o processo de mudança físico-emocional que enfrentam. Ajuda no auto-conhecimento, na gestão dos conflitos, permitindo que tome decisões pessoais e profissionais de forma mais consciente e adulta.

 


sexta-feira, 11 de março de 2011

Atendimento à Criança

Na psicoterapia infantil, o psicólogo utiliza durante os atendimentos, recursos lúdicos para compreender os sentimentos, angústias e fantasias que a criança expressa através das brincadeiras. Antes do início da psicoterapia, o psicólogo realiza entrevistas iniciais com os pais para reunir informações sobre a história da criança e da família. Após esse contato inicial, o psicólogo tem maiores condições de avaliar o número de sessões semanais necessárias com a criança bem como a trama familiar que pode estar envolvida nos sintomas expressos por ela. Iniciado o trabalho com a criança, as sessões ocorrem nos dias e horários estipulados, com duração de cinqüenta minutos cada. Além disso, ao longo da terapia infantil, são realizados encontros periódicos com os pais.
     
São vários os motivos que levam os pais a buscarem atendimento psicológico para seus filhos. Dentre os sintomas e queixas mais comuns (expressas pelos pais) podemos listar:
- Dificuldades de aprendizagem
- Enurese ou ecoprese diurna ou noturna
- Pesadelos, dificuldades para dormir
- Distúrbios alimentares, dentre outros.
- Agressividade em casa e na escola
- Hiperatividade, atrasos no desenvolvimento motor (atrasos para falar, andar, etc.)

Psicanálise

Etimologicamente, a palavra psicanálise deriva da junção dos étimos psiché (que significa alma, espírito, sopro da vida) e análysis (que significa análise ou decomposição em partes).
A psicanálise é:
1. Um método de investigação dos processos mentais inconscientes que, de outra forma, são praticamente inacessíveis à consciência do indivíduo. Esses processos inconscientes são responsáveis, por exemplo, pelos sonhos, pelas fantasias e pela forma intrínseca como nos relacionamos com os outros. Influenciam de modo decisivo os nossos comportamentos, as relações interpessoais e também a grande maioria das patologias mentais.
2. Um corpo autónomo de teorias psicológicas e psicopatológicas, resultante da sistematização dos dados obtidos através da investigação das relações precoces, na área da vinculação, e através da investigação do inconsciente desenvolvida ao longo dos processos psicoterapêuticos.
3. Um método psicoterapêutico para o tratamento de um número variado e crescente de perturbações mentais, baseado na investigação das relações inconscientes. Para além de ser um método terapêutico, a psicanálise tem também uma função trans-terapêutica, ou seja, é procurada também por pessoas que desejam aprofundar o auto-conhecimento (por exemplo, todos os terapeutas com formação em psicanálise, passam eles próprios por um processo terapêutico psicanalítico, para poderem trabalhar de forma mais eficiente e genuína com os seus pacientes).
A psicanálise procura o significado mais profundo dos fenómenos psíquicos e relacionais, perguntando:
    1. qual o significado dos conflitos internos do indivíduo?
    2. porque resiste a tomar consciência desses conflitos?
    3. de que forma camufla esses conflitos?
    4. quais são os efeitos patogénicos dos conflitos por resolver?
    5. de que forma pode solucionar e libertar-se desses conflitos?
A psicanálise permite ao indivíduo encontrar respostas a perguntas que ainda não foi capaz de colocar sozinho, mas sempre criando as suas próprias respostas, únicas e diferentes de pessoa para pessoa, de modo a resolver as dificuldades que o consomem e que lhe causam um sofrimento muitas vezes aparentemente irracional e inexplicável.

Sendo verdade que a psicanálise, na sua vertente psicoterapêutica, assenta na relação de confiança e confidencialidade entre o terapeuta e o paciente, esta relação é diferente de todas as relações importantes do paciente (relações amorosas, familiares, de amizade). É uma relação diferente porque o padrão de relação oferecido pelo terapeuta ao seu paciente é radicalmente novo e diferente daqueles que o paciente tem vindo a repetir ao longo da sua vida, o que lhe vai permitir introduzir mudanças genuínas e duradouras na sua vida (incluindo a forma como vivencia os seus afectos e comportamentos, clarificando os aspectos inconscientes dos seus sintomas).

A QUEM SE DESTINA O TRATAMENTO PSICANALÍTICO?
Destina-se ao paciente com disposição e motivação para:
(1) Examinar os seus próprios sentimentos e comportamentos, para ouvir e ser ouvido num contexto de confidencialidade, segurança e confiança afectiva.
(2) E para alterar ou resolver os aspectos de si mesmo que lhe causam diversos graus de sofrimento e incapacidade.

Os pacientes que habitualmente procuram o tratamento psicanalítico apresentam as seguintes queixas:
  • timidez, solidão, inibição social, baixa auto-estima...
  • ansiedades, ataques de pânico, fobias, medos irracionais, depressões...
  • dificuldades várias nas relações conjugais, amorosas, íntimas, sexuais...
  • sentimentos de vazio, apatia e inutilidade, culpa e inferioridade...
  • dificuldade em ter prazer, descontrolo dos impulsos, auto-depreciação ou comportamento auto-destrutivo...
  • dificuldades no trabalho ou estudo, angústia sem explicação, medo do fracasso ou sucesso...

   




Apresentação

Meu nome é Jacqueline Camilo Carneiro, sou formada em psicologia desde 2003 na UNIVERSIDADE FUMEC,desde então trabalho no consultório utilizando a abordagem psicanalítica. Estou terminando uma pós graduação em psicopedagogia.  Atuo também na área da Saúde Mental no município de Ribeirão das Neves.
  
  O meu intuito é oferecer informações sobre o âmbito da psicoterapia e convidá-los à navegar dentro deste grande universo.

"SOBRE ESCREVER
Às vezes tenho a impressão de que escrevo por simples curiosidade intensa. É que, ao escrever, eu me dou as mais inesperadas surpresas. É na hora de escrever que muitas vezes fico consciente de coisas, das quais, sendo inconsciente, eu antes não sabia que sabia." Clarice Lispector